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Jornalistas da Comunicasul chegam à Colômbia para cobrir eleição presidencial

 Com a proposta de furar a dependência da agenda imposta pelas grandes agências de notícias estrangeiras, reproduzida em modo automático pela mídia hegemônica brasileira, a ComunicaSul desembarca nesta quinta-feira (19) em Bogotá, na Colômbia. 



A missão é produzir conteúdos direto da fonte e distribuí-los gratuitamente para as mídias alternativas do Brasil, visando o processo eleitoral que ocorrerá no dia 29 de maio.

São quatro jornalistas que estarão percorrendo as ruas do país irmão para reportar tudo o que acontece por lá em vídeos, fotografias e texto: Caio Teixeira, Felipe Bianchi, Leonardo Wexell Severo e Vanessa Martina Silva. Tudo isso com apoio de uma equipe no Brasil responsável por edições de vídeo, legendas e versões dos textos traduzidas para o castelhano, formada por Rafael Freitas, Leonardo Vaz e o professor colombiano Maurício Avilez Alvarez.

Segundo Felipe Bianchi, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, “não se trata apenas de mostrar o que a mídia hegemônica brasileira ignora ou invisibiliza, mas também estabelecer relações entre a realidade da Colômbia e a realidade do Brasil para pensar saídas para os problemas que temos em comum com a esmagadora maioria do povo colombiano”.

“Nossa proposta”, acrescenta, ”é a de, a partir de um jornalismo crítico, rigoroso e sempre em busca de identidade própria, promover a agenda da integração regional – econômica, mas também cultural, social e comunicacional – como caminho incontornável para superarmos a condição colonial e construirmos um continente com soberania, desenvolvimento e fraternidade entre os povos”.

De acordo com Vanessa Martina Silva, editora da Diálogos do Sul, a mídia brasileira no geral carece de informações a respeito da América Latina. “Os conteúdos sobre nossa América que chegam aqui, no geral, passam pelo filtro de agências como Reuters, France-Presse, Efe e afins, o que estigmatiza os nossos vizinhos e irmãos a partir de uma visão extremamente enviesada”.

A importância de um grupo de jornalistas da mídia alternativa fazer essa cobertura de forma independente e in loco, segundo ela, é transcendental: “É um esforço financeiro hercúleo, já que não temos recursos. Somos um coletivo, quase uma cooperativa, que se banca através de colaborações e doações de indivíduos e organizações que acreditam neste trabalho. Esse tipo de cobertura é cara, o que leva muitos veículos da mídia comercial a pautarem suas coberturas por conteúdos ‘importados’, sem enviar correspondentes”.

O jornalismo da ComunicaSul é do “pé no chão, do olho no olho, para falar com quem protagoniza as histórias e não necessariamente com as pessoas que dirigem e decidem para onde vai a história”, complementa a jornalista. “Não estamos preocupados com o poder, mas com as vítimas desse poder. Pessoas que, na Colômbia, são oprimidas há séculos, inclusive pela violência na hora de votar e serem votadas.”

Imagens de Petro em comício com escudos e colete à prova de balas viralizaram na Internet, após campanha descobrir plano para assassiná-lo. 

Unidade e amplitude por um triunfo inédito

Conforme explica Leonardo Wexell Severo, redator especial do jornal Hora do Povo e especialista em Política Internacional, uma vitória do Pacto Histórico, chapa encabeçada por Gustavo Petro e que tem como candidata à vice-presidente Francia Márquez, representa a determinação de um povo que conseguiu superar todos os obstáculos impostos pela política do imperialismo estadunidense – de suas transnacionais, de suas tropas, dos assassinatos, torturas e desaparecimentos.

“Os abusos sanguinários foram e continuam sendo uma demonstração do desespero dos que tentam se perpetuar no poder como marionetes dos Estados Unidos e se utilizam não só das bases militares do estrangeiro, como de narcotraficantes e milicianos”, denuncia.

Severo destaca a amplitude da construção que pode colocar o campo popular pela primeira vez na presidência da Colômbia: “Ao conseguir construir uma ampla frente progressista, atenta à questão nacional, para derrotar a direita e construir um país – que reflete como exemplo para todo o continente -, nada melhor do que somar as experiências e compromissos do atual senador Gustavo Petro, ex-prefeito de Bogotá e ex-comandante guerrilheiro, com os da advogada Francia Márquez, ativista ambiental e defensora dos direitos humanos”.

Os colombianos vão às urnas no dia 29 de maio e terão a chance de eleger um governo que promete um cambio por la vida (mudança pela vida) e dar ao povo a chance de vivir sabroso, ou seja, “viver saborosamente”, como destaca a campanha do Pacto Histórico. As pesquisas de intenção de voto apontam ampla vantagem, com possibilidade de vitória em primeiro turno, para Gustavo Petro, variando de 36 a 51%, dependendo do instituto. O principal concorrente é o candidato uribista Fico Gutiérrez, ex-prefeito de Medellín, liderando uma coalizão de direita batizada Equipo por Colombia.

Com informações do Hora do Povo e Comunicasul



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